Clínica de Medicina Endoscópica

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» Sangramento Uterino Anormal - Avanços no Diagnóstico e no Tratamento


Nos últimos anos o avanço da medicina tem proporcionado melhoria constante da qualidade de vida das pessoas. Vários métodos de investigação de doenças foram descobertos possibilitando o diagnóstico de lesões iniciais que quando tratadas imediatamente impedem a progressão e oferecem cura completa.

Segundo José Alexandre Portinho, o sangramento uterino anormal é uma queixa muito freqüente no consultório de Ginecologia. “O excesso de menstruação, além de causar incômodo, pode levar a um quadro de anemia crônica, que por sua vez pode causar cansaço, fadiga e desânimo”, alerta o especialista.

Até a alguns anos, o diagnóstico da causa do sangramento uterino era feito de forma indireta, pois não havia a possibilidade de se investigar com visão direta a cavidade uterina. Ainda hoje, alguns utilizam à curetagem uterina, procedimento que necessita de anestesia em centro cirúrgico para ser realizada. Existe ainda o inconveniente de ser feita às cegas, sendo que algumas pequenas lesões (inclusive o câncer) podem passar despercebidas.

A Videohisteroscopia é um método avançado e bastante aprimorado que serve para investigação e tratamento de lesões do útero. Quando utilizado para investigação de lesões uterinas é chamado de videohisteroscopia diagnóstica. Para a realização desse procedimento é necessário uso de ótica com iluminação acoplada a microcâmera, além de instrumental específico para detectar as alterações da cavidade do útero. Portanto, através desse exame que é realizado por via vaginal, visualizamos toda a cavidade uterina a procura de lesões nas fases iniciais, cujo tratamento aumenta a possibilidade de cura.

Devido à espessura do instrumental, a videohisteroscopia pode ser realizada em nível de consultório sem necessidade de anestesia local em praticamente todos os casos. Com esta técnica, pode-se avaliar precisamente onde se encontra a lesão, dirigindo-se a biopsia (sob visão) para local mais apropriado. Deste modo, até pequenas lesões, que dificilmente seriam reconhecidas pelos métodos indiretos, podem ser identificadas e biopsiadas. Algumas lesões, quando bem pequenas, às vezes são retiradas na biópsia durante a videohisteroscopia diagnóstica.
Com esse método no diagnóstico do sangramento uterino anormal, tivemos também a oportunidade de avançar no tratamento das lesões que provocam este tipo de queixa. Os miomas e os pólipos são os principais responsáveis pelo sangramento uterino excessivo na pré-menopausa. A videohisteroscopia operatória, realizada em centro cirúrgico, permite a retirada completa dessas lesões na maioria das situações.

Recentemente, surgiu o ressectoscópio bipolar, que permite fazer a cirurgia usando soro fisiológico. Com isso, a cirurgia que tem baixa taxa de complicações, ficou ainda mais segura.

Em muitos casos de sangramento uterino anormal, a videohisteroscopia comprova que a cavidade uterina encontra-se completamente normal. Nesta situação, quando a ultra-sonografia encontra útero de tamanho normal, pode-se concluir que a paciente apresenta uma hemorragia sem lesão aparente. A hemorragia pode ser tão intensa (mesmo com uso de hormônios) que alguns médicos indicam a histerectomia. Esta cirurgia está associada com uma morbidade considerável, incluindo infecções pélvicas e de parede abdominal, lesões de bexiga e ureter. Existe ainda o aspecto psicológico negativo da retirada do útero (pode atingir a esfera sexual) e a possibilidade de alterar a estática pélvica, favorecendo o surgimento de prolapsos. As pacientes que se encontram nessa situação podem se beneficiar da ablação do endométrio. Essa é uma cirurgia videohisteroscópica que tem como objetivo destruir a camada interna do útero. Esse procedimento cirúrgico demora aproximadamente 20 minutos e a mulher pode ter alta no mesmo dia. Mesmo sendo uma cirurgia pouco invasiva, ela oferece a cura do excesso de sangramento em cerca de 85% das pacientes, evitando-se a histerectomia.

Dr. José Alexandre Portinho
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