Clínica de Medicina Endoscópica

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» Mulher sofre mais de DST que o homem

As Doenças Sexualmente Transmissíveis / DST são transmitidas freqüentemente por meio de relação sexual, podendo ser através da relação vaginal, oral ou anal, seja de homem com mulher, mulher com homem ou mulher com mulher. Normalmente é na penetração que ocorre a infecção da DST. Existem mais de 20 tipos de DSTs, sendo o HIV o que causa maior mortalidade. Outras DSTs incluem a sífilis, cuja incidência tem aumentado nos últimos anos, além da gonorréia, e a clamídia, que além de causarem corrimento, pode evoluir para uma doença inflamatória pélvica, causar infertilidade ou gravidez ectópica (formação do feto fora da cavidade uterina).

Inicialmente tanto a gonorréia quanto a clamídia podem evoluir sem sintomas ou causar apenas um pequeno corrimento. Para o ginecologista José Alexandre Portinho, diretor da Clínica de Medicina Endoscópica, doutor e mestre em ginecologia, a mulher em muitos casos pode estar transmitindo DST sem saber que está infectada. "Ela deve tomar a iniciativa de ter sempre uma camisinha na bolsa e, ficar na dependência do parceiro", orienta. "É muito comum que no momento do ato sexual, o homem que não se preocupar com a prevenção das DSTs e até convencer a mulher que não precisa usar a camisinha, cabe a ela, nesse momento, se recusar a fazer sexo sem o uso do preservativo", alerta o ginecologista.

As mulheres devem reconhecer e valorizar aos sinais e sintomas como dor, ferida aberta ao redor da vagina, próximo à boca, no anus, manchas nas mãos, que podem estar relacionadas com a sífilis. Muitas vezes os sintomas e sinais põem ser de leve intensidade e desaparecer imediatamente e a mulher demorar a procurar um médico da fase inicial da doença. Havendo uma demora no diagnóstico, a probabilidade de complicações aumenta. Se a sífilis não for tratada, poderá evoluir e comprometer o coração e o sistema nervoso, levando a paralisia e até a demência. As DSTs também podem causar lesões no fígado, cânceres, problemas neurológicos e a morte.

A mulher sofre muito mais com as DSTs. Se estiver grávida, pode infectar o bebe. A sífilis e AIDS, podem ser transmitidas para o feto. A gonorréia, clamídia, hepatite B e herpes genital, podem ser transmitidas para o bebe durante o parto, além de maior risco para complicações com aborto espontâneo, feto de baixo peso, parto prematuro e lesões neurológicas permanentes no recém-nascido. "É fundamental que a mulher valorize e conheça os sintomas, mesmo de leve intensidade, que possam ser relacionados as DSTs, como: queimação e coceira na área genital, corrimento da vagina, feridas nas áreas genitais, anal ou oral, nódulos na vulva, vagina, virilha ou anus e dor de barriga", esclarece Portinho
Segundo José Alexandre Portinho, o tratamento depende do diagnóstico da DST. Infecções causadas por bactérias e parasitas são usualmente tratadas com antibióticos. Sífilis, gonorréia, clamídia, cancróide, e tricomonas são tratadas dessa maneira. Para o HIV, hepatite e papiloma vírus (HPV) o tratamento é específico para controlar a doença. DSTs causadas por vírus usualmente não podem ser completamente curadas, necessitando um acompanhamento constante 

O risco de contrair DST é alto em mulheres com muitos parceiros sexuais, usuários de drogas ilegais e pouco conhecimento sobre a história sexual do seu parceiro. O sexo seguro ainda é a melhor recomendação. Muitas mulheres, por não conhecerem, não gostam de usar a camisinha versão feminina, mas nem por isso a versão masculina deve ser esquecida. O uso de espermicida ou lubrificante, o hábito de lavar a área genital com sabão e água após o sexo e principalmente lavar as mãos antes e após as relações sexuais, pode reduzir a possibilidade de infecções por parasitas e outros germes. A mulher durante o período de menstruação fica mais susceptível a DST, não devendo fazer sexo nesse período porque os germes podem penetrar com mais facilidade nos vasos uterinos. As duchas vaginas devem ser evitadas porque remove parte da flora normal da vagina que a protege contra infecções. O sexo anal geralmente causa ruptura de pequenos vasos do reto e anus numa região com grande variedade de germes que podem penetrar na corrente sanguínea, facilitando a propagação da DST. Relação anal só com uso de camisinha.

Grupos de risco
Quem tem relações sexuais sem camisinha;
Quem tem parceiro que matem relações sexuais com outras sem camisinha;
Pessoas que usam drogas injetáveis e compartilham seringas;
Pessoas que têm parceiros que usem drogas injetáveis, compartilhando seringas;
Pessoas que recebem transfusão de sangue não testado;
Qualquer um - casado, solteiro, jovens, adultos, ricos ou pobres - pode pegar DST.

 

Dr. José Alexandre Portinho
www.mulhersaude.com.br
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Tel.: (21) 3153-7990