Clínica de Medicina Endoscópica

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» Endometriose

A endometriose ocorre em 21% das mulheres que estão sendo investigadas por infertilidade, 15% entre as que apresentam dor pélvica e 25% entre as que sofreram histerectomia.

O útero de todas a mulheres apresenta uma cavidade que é revestida no seu interior por um tecido chamado endométrio. No início de cada ciclo menstrual o endométrio é fino e vai progressivamente ficando mais espessado à medida que se aproxima o período menstrual. Nessa fase, não havendo gravidez, grande parte desse endométrio se descama para ser eliminado junto com sangue começando então a menstruação.

A endometriose é caracterizada pela presença de endométrio em outros órgãos além do útero. Os focos de endometriose se localizam com muita freqüência nos órgãos pélvicos com ovários, trompas, bexiga, intestinos e também no peritônio (tecido que reveste internamente a cavidade abdominal).

O grande problema das mulheres que apresentam endometriose é durante o período menstrual. Isto porque além de haver sangramento uterino, os focos de endometriose também podem sangrar e em alguns casos levar a hemorragia dentro da barriga. Além disso, dependendo da localização e extensão da endometriose sintomas dolorosos como, cólica menstrual, dor pélvica e dor na relação sexual são freqüentes. Outros sintomas não específicos ocorrem como fadiga, mal-estar geral, distúrbios do sono, dor ao urinar e dor durante exercício físico.

Devido a essa variabilidade de sintomas algumas vezes o diagnóstico da endometriose é confundido com outras condições patológicas como síndrome do cólon irritável, infecção urinária, doença inflamatória pélvica, etc.
Em decorrência disso, cerca de 1/3 das mulheres procuram outro especialista antes de serem encaminhadas para um ginecologista. A conseqüência disso é o atraso para iniciar o tratamento e a insatisfação da paciente. Isso agrava as lesões dos órgãos afetados, leva a aderências pélvicas e compromete a fertilidade futura da mulher.

Sintomas dolorosos em mulheres no período reprodutivo sugere endometriose, particularmente quando os sintomas têm uma característica cíclica. Portanto, para o diagnóstico adequado dessa doença, além da história clínica e exame ginecológico, outros procedimentos são de grande importância. A ultra-sonografia transvaginal, a ressonância magnética e a dosagem de CA-125 no sangue podem sugerir a presença de endometriose.

Entretanto, somente através de cirurgia com biópsia das lesões o diagnóstico é confirmado. Em comparação com a cirúrgica convencional a videolaparoscopia é o melhor procedimento cirúrgico porque é menos invasivo, avalia o grau de extensão da doença e destrói ou remove as lesões de endometriose com muito mais precisão.

Em casos selecionados podemos utilizar a microlaparoscopia para o diagnóstico e tratamento de pacientes com endometriose menos avançada. O calibre da ótica e instrumental utilizados na microlaparoscopia é de 2 mm de diâmetro. Portanto, com esse tipo de técnica não há necessidade de incisões ou pontos na pele, possibilitando uma recuperação mais precoce da paciente.

Os sintomas da endometriose são controlados através do uso de medicações ou cirurgia. O objetivo do tratamento cirúrgico é remover os focos de endometriose localizados fora do útero. Porém, os tratamentos com uso de drogas agem de varias maneiras para inativar a doença, mas não removem os focos de endometriose. Existe grande variedade de medicações que são utilizadas no manejo da endometriose. De maneira geral a efetividade dessas medicações na melhora dos sintomas é de aproximadamente 80-85%.

Contudo, os efeitos colaterais dessas drogas variam. Os anti-inflamtórios não esteróides são efetivos na redução da dor associada com endometriose. O uso de progestogênios esta associado a retenção líquida, sensibilidade nas mamas e náuseas. O danazol e a gestrinona levam ao aparecimento de sintomas da menopausa. A combinação de estrogênio e progestogênio causam efeitos colaterais similares ao da pílula anticoncepcional. Os hormônios análogos de liberação das gonadotrofinas ocasionam o aparecimento de sintomas da menopausa e osteoporose se for utilizado por longo período.

Através da videolaparoscopia o tratamento cirúrgico pode ser conservador ou radical. O tratamento conservador tem como objetivo manter o potencial reprodutivo sendo possível a realização em mulheres com lesões mínimas, leves ou moderadas de endometriose. As lesões avançadas comprometendo os órgãos genitais necessitam cirurgia radical como a histerectomia com anexectomia bilateral (retirada do útero, ovários e trompas).

A endometriose é uma doença que necessita vigilância constante. A individualização de cada caso irá direcionar qual a melhor conduta. De maneira geral os melhores resultados são obtidos com a retirada ou destruição das lesões e posterior uso de medicações como complemento terapêutico. O diagnóstico precoce é de grande importância para impedir o avanço da doença, o comprometimento de vários órgãos e a fertilidade da paciente 

Dr. José Alexandre Portinho
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